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Este checklist ajuda você a descobrir, antes de gastar com planta, ata notarial ou processo, se o seu caso tem chance de usucapião — e qual é a modalidade certa. Cada bloco corresponde a uma pergunta que o cartório ou o juiz vai fazer. Percorra na ordem: se o bloco 1 não passar, os outros não importam.

1. Que tipo de posse é a sua

É aqui que a maioria dos pedidos morre — e antes de qualquer contagem de prazo. A lei exige posse exercida como dono: pública, contínua e sem oposição.

Entrou de favor e a situação mudou com o tempo? Pode haver caminho. O que se demonstra, nesse caso, é o momento em que a posse deixou de ser tolerada e passou a ser exercida com ânimo de dono, de forma pública. A partir daí o prazo começa a correr — e essa virada se prova com documentos, obras, contas e testemunhas. Vale a análise.

2. Há quanto tempo — e qual modalidade

Não existe "o prazo da usucapião". Marque a linha que descreve o seu caso.

Dois erros que aparecem sempre. Não existe usucapião extraordinária de 5 anos — a redução é de 15 para 10. E o limite da especial rural é de 50 hectares: a lei de 1981 fala em 25, mas o limite constitucional, desde 1988, é o dobro.

3. Os impedimentos que eliminam o direito

Um alívio para quem mora em bairro formado por desmembramentos antigos: lote menor que o tamanho mínimo exigido pela lei do município não impede a usucapião especial urbana. O Supremo Tribunal Federal fixou essa orientação em repercussão geral.

4. Somando o tempo de quem veio antes

Se sozinho você não completa o prazo, a soma pode resolver.

5. A prova — o que reunir antes de procurar advogado

Documento vale mais que memória. Junte o que existir, mesmo incompleto.

6. Cartório ou fórum

Desde 2015 existe a usucapião extrajudicial, processada direto no Registro de Imóveis. Ela tende a ser mais rápida — mas depende de condições.

Duas informações que mudam a expectativa. Advogado é obrigatório também na via de cartório — não existe usucapião extrajudicial feita pelo próprio interessado. E o silêncio do vizinho notificado, hoje, é entendido como concordância: a regra original de 2015 dizia o contrário, e material antigo ainda repete a versão superada.

Como ler o seu resultado

Este material é informativo e não substitui a análise do seu caso. O escritório atua em usucapião judicial e extrajudicial, urbana e rural, em Goiânia, Anápolis e interior de Goiás. A conversa começa pela matrícula e pelo que você tem em mãos.

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Leia também: usucapião — as modalidades, os prazos e o que costuma derrubar o pedido